Mais de mil moradores de Tatuí são beneficiados com o Projeto Jovem
Doutor
Os Jovens Doutores do pólo Tatuí realizaram palestras e atividades
com estudantes e com a comunidade local. Neste ano, novos participantes
devem ingressar na iniciativa.
22.04.2008 Erica Franco

Estudantes contam suas experiências no Projeto

Projeto é divulgado na região
Os participantes do Projeto Jovem
Doutor de Tatuí têm um motivo mais que especial para comemorar: mais de
1000 pessoas, entre estudantes e moradores, já foram envolvidos pelas
atividades desenvolvidas pelo grupo. Essas estimativas foram reveladas
pelo diretor da Escola Profa Lienette Avalone Ribeiro, José Luiz
Miranda, e pela odontóloga e professora de saúde bucal, Maria José Terra
de Moraes.
Miranda explica que, em 2007, os Jovens Doutores realizaram atividades
em mais de 10 salas do colégio Profa Linette Avalone Ribeiro, além de
salas da escola Prof. Ary de Almeida Sinisgalli. “O projeto tem o meu
apoio, pois manteve interessados os alunos que participaram das
atividades promovidas”, fala Miranda. Os estudantes explicam que a
programação aconteceu em Unidades Básicas de Saúde, escolas e espaços
educativos da região. As atividades desenvolvidas foram desde palestras
até gincanas para estudantes do ensino fundamental, sempre abordando
temas de saúde e qualidade de vida.
O coordenador do pólo, Dr. Sergio Daré, ressalta que além dessas 1000
pessoas atingidas pelas atividades do Jovem Doutor, outras certamente se
beneficiaram indiretamente. “Deve ser levado em consideração que quem
recebe as informações sempre acaba por repassá-las em seus ambientes
familiar e social”, observa. Um exemplo são os pais do Jovem Doutor
Djeime de Oliveira Hessel, que passaram a praticar caminhadas, depois
que filho falou a eles o que aprendeu durante o módulo de Atividades
Físicas.
Projeto ganhará mais Jovens Doutores em
2008
No dia 12 de abril (sábado),
coordenadores, tutores e professores da USP se reuniram com os Jovens
Doutores de Tatuí para trocar experiências e planejar algumas
estratégias para 2008. Para isso, os estudantes responderam uma pesquisa
elaborada pelos universitários da Liga de Telemedicina da Faculdade de
Medicina da USP, cujos resultados permitirão alterações e inclusões
corretas na nova programação. “É importante para a Liga saber o que
funcionou ou que poderia ser adicionado ao resultado alcançado no ano
passado, já que as atividades de 2008 exigirão ainda mais da iniciativa
de todos vocês”, falou a tutora e estudante de Fisioterapia, Laiali
Jurdi El Chaar; que também é a atual presidente da Liga de Telemedicina.
“Muitos alunos da 3o. ano do ensino médio prestarão vestibular no fim do
ano, o que demandará muito tempo destes estudantes. Uma das opções para
suprir a possível falta de disponibilidade destes participantes é
envolver novos estudantes do 1º. e 2º. ano”, sugeriu o professor Chao
Lung Wen, idealizador do projeto.
A professora da Escola Ary de Almeida Sinisgalli, Jocélia Gonçalves,
comentou que cerca de 30 estudantes já lhe procuraram com o interesse de
tornarem-se Jovens Doutores. Os estudantes e participantes do Projeto
Jonatas Campos Santos, Jéssica Marcelo e Eduarda Miranda falaram que
alguns de seus amigos também têm o mesmo desejo.
Frente a isso, o professor Chao propôs que esses estudantes interessados
em fazer parte do Projeto passem por uma seleção, sendo que os Jovens
Doutores participariam desta atividade. “A escolha de professores e
tutores do projeto será importante, mas são os Jovens Doutores que
desempenham as atividades, além de conhecerem e conviverem com os
possíveis canditatos”, falou Chao aos estudantes, que gostaram da idéia.
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